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Liderança servidora desenvolve potencial da equipe e aumenta a produção

Conceito vindo do capitalismo consciente estabelece que líder tem que inspirar colaboradores


Neste post daremos continuidade a série em que tratamos sobre o Capitalismo Consciente e seus pilares.


Este texto é o terceiro da sequência. Os dois primeiros foram o Capitalismo Regenerativo e o O que é propósito evolutivo e qual sua importância para as organizações. Caso queiram ter uma visão completa sobre o contexto do Capitalismo Consciente, recomento muito a leitura.


Sem mais delongas, vamos ao tema de hoje.


Você preferiria trabalhar em uma empresa com cobranças excessivas por metas e chefia controladora ou em um local em que o líder possui capacidade de inspirar os funcionários, ajudando-os atingir a plenitude de seu potencial?


A resposta óbvia é na segunda opção, embora a chefia do modelo antigo ainda caracterize boa parte das companhias brasileiras. O conceito de líder servidor parece contraditório diante da ideia de que um cargo de chefia serve, em linhas gerais, para mandar e fazer com que os funcionários obedeçam. Não é. A ideia de as empresas terem um líder servidor vem do conceito de capitalismo consciente, elaborado nos Estados Unidos no final da década de 2000.


O capitalismo consciente prega que as empresas precisam ir além da busca por lucro. O lucro, logicamente, é muito importante para qualquer tipo de negócio, pois viabiliza a sua continuidade e expansão. Mas a empresa tem que ter a capacidade de também gerar valor para todo o ecossistema do qual faz parte.


“Um líder servidor é menos egocêntrico e mais ecocêntrico”

conceitua Thomas Eckschmidt, um dos autores de “Ativador de Negócios Conscientes : Aplicando os fundamentos do capitalismo consciente em sua organização” (Editora Conscious Business Journey, 2020).


A relação entre quem exerce cargo de liderança e sua equipe tem que ser estabelecida em novo patamar. É preciso conhecer os colaboradores e seu potencial.



O líder servidor é aquele capaz de inspirar e desenvolver o potencial de sua equipe em sua plenitude


“O líder tem que gostar de pessoas. Se gostar de alguns e não gostar de outros, não é líder. Ele tem que ter a capacidade de inspirar sua equipe e inclusive desenvolver o potencial de funcionários que enfrentam mais dificuldade. Assim, ele conquista a todos”


afirma o consultor José Luiz Tejon, que é doutor em educação e palestrante da Spotlight.




O líder servidor é aquele que interage com os funcionários, estimulando as ideias, a criatividade e a inovação. Esse ambiente gera aumento de produtividade.


“O líder servidor tem que ser o cara que inspira para atrair o talento e que continua ensinando para manter a equipe motivada. Porque se o funcionário para de aprender, vai querer ir para outro lugar”

afirma Thomas.


Segundo ele, há três níveis de abordagem para a liderança servidora nas empresas. Em primeiro lugar, o líder tem que entender seu ecossistema, saber onde está inserido.

“É entender a interdependência dos stakeholders. Você precisa saber quem a empresa afeta e quem afeta a empresa para reconhecer sua presença e seu impacto nos outros”

conta Thomas.


O líder também precisa conhecer a equipe com a qual irá desenvolver seu trabalho e ter clareza do propósito, dos valores e da cultura de sua organização. E, a partir desses princípios, saber como a empresa quer ser representada no mundo. Ou seja, como quer fazer com que os stakeholders enxerguem a sua organização.


Um terceiro nível é o autoconhecimento para alinhar seus propósitos e valores ao da empresa.


“Se seus valores não se alinham com a organização, você tem menos conhecimento e menos força”

diz Thomas, que é palestrante da Spotlight.


Essa estratégia gera a superação do modelo ultrapassado de cobranças excessivas e metas inatingíveis, que geravam estresse acentuado, medo de não atingir os objetivos e, para usar uma palavra da moda, burnout entre os colaboradores. Mesmo que os objetivos sejam muitas vezes alcançados, há um custo excessivo para os empregados, um dos principais stakeholders da empresa.





Para Thomas, a gestão através do medo limita a criatividade e desestimula a participação dos funcionários, que deixam de dar ideias por temer que sejam culpabilizados caso suas sugestões não deem resultado.


“É uma situação em que você não atinge o máximo potencial do indivíduo. Quando você muda a forma de liderar, o que acontece? Há mais colaboração, criatividade e inovação”

aponta Thomas.


“A criatividade é infinita, diferente do meu tempo, que é finito. Se minha cabeça está criativa, e a organização permite escutar essa criatividade, eu abro espaço infinito de geração de valor. Se a empresa só quer meu tempo, são 8h por dia. Agora, se a empresa me permite criar, as 8h viram potencial infinito de desenvolvimento, crescimento e transformação”

acrescenta.



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