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A importância do empreendedorismo social para o desenvolvimento do Brasil

Uma parte considerável da população brasileira vive à margem da sociedade, exposta a muitas mazelas. Convivem com a falta de acesso à água potável e esgoto tratado, bem como à mercê do crime organizado e do tráfico de drogas.

Saiba que estamos falando, principalmente, daquelas pessoas que moram em favelas e comunidades periféricas. Uma vez que estes são locais em que o Estado Brasileiro não entram para suprir suas necessidades mais básicas.


Nesses locais, quem ocupa o vácuo deixado pelos órgãos públicos são as milícias armadas, que são, na sua grande maioria, financiadas pelo tráfico de drogas.

Não sem questiona o fato de que todo cidadão tem o direito a saúde, educação, segurança, cultura, entretenimento e, principalmente, trabalho. E é papel dele, do Estado brasileiro, de fornecer-lhes tais “benefícios”.


Não podemos esquecer, que durante a pandemia da COVID-19 a fragilidade desses brasileiros ficou latente e até tornou-se mais dramático com diversas famílias entrando para a extrema pobreza devido a falta de trabalho, o que foi causada pelas necessárias medidas restritivas de circulação de pessoas para a contenção da disseminação do vírus, que foram feitas, diga-se de passagem, de forma ineficaz, pela omissão do governo federal.


É nesse cenário que surgem os empreendedores sociais, humanos luminosos que agem para gerar trabalho, educação e renda para esta parte da população.


Veja as ações de alguns deles


O desenvolvimento do Brasil passa por oferecer a população menos favorecida a capacidade de gerar renda para si e para a sua família.


Vamos trazer a seguir alguns projetos desses empreendedores sociais, que estão fazendo a diferença em busca de um país igualitário e justo para todos os cidadãos brasileiros.


“Vai na Web” e a formação tecnológica


Este projeto social foi criado em 2017 e está voltado para a formação em programação de sistemas (engenharia de software) dos moradores das favelas do Rio de Janeiro. Para isso oferece aulas de programação gratuita para um público de 16 a 29 anos, com uma carga horária de 120h.


Nas palavras de sua co-fundadora, Aline Fróes, a iniciativa partiu da percepção de que

“a rápida mudança tecnológica exige uma força de trabalho constantemente renovada. O Vai na Web é um movimento de alta tecnologia e impacto social que amplia a capacidade de se requalificar a força de trabalho para atender os desafios do nosso tempo”.

Ainda segundo Aline Fróes, o projeto dá oportunidade aos jovens de dentro das nossas favelas a construírem uma carreira por meio da educação de qualidade e alto nível técnico. O intuito não é apenas formação tecnológica, mas principalmente estimular a autonomia e iniciativa.


De fato, busca ampliar as potencialidades desses jovens no mercado de trabalho, gerando equidade e inclusão dentro de um mercado em grande expansão e carente de mão de obra qualificada.


Agência cultural Solano Trindade e a Covid-19


O trabalho da “Agência Solano Trindade” tem uma proposta de estimular e dar força para a consolidação da economia da cultura criativa, buscando viabilizar financeiramente a produção artística da região.


As atividades da Agência estão baseadas em ações culturais de jovens do Capão Redondo na zona sul de São Paulo. No entanto, como o momento é de pandemia, eles estão desenvolvendo ações específicas para amparar os moradores da periferia.


Thiago Vinicius, empreendedor social que está à frente da Agência Solano Trindade, explica o trabalho que está sendo desenvolvido nas favelas diante da Covid-19. Em suas palavras:


“somos um coletivo aqui na periferia do Campo Limpo com a missão de desenvolver serviços e produtos que dialoguem com a qualidade de vida do morador da periferia e, hoje, nossa atuação é nos salvar e salvar o máximo de vidas possíveis. A gente está vivendo um dos momentos mais difíceis; ainda que na periferia todo dia seja difícil, você pelo menos acorda com uma perspectiva de gerar renda, de sair na rua, de dialogar, de pegar na mão, de abraçar. Hoje, a gente está sem trabalho, com nossa renda comprometida, e essa é uma restrição muito grande para muitas famílias, pais e mães”.

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